I.
Imagine-se só um projecto civilizacional que aponta-se para o crescimento ilimitado, a decisão horizontal e uma distribuição universal, onde os valores do amor, da amizade, da tolerância, da igualdade e da liberdade imperassem melhor que a guerra, a inveja, a exploração e a destruição. Com a diminuição das fronteiras à superfície as guerras do futuro serão por causa da água. Ou melhor, sobre a água e isto literalmente, uma vez que chegados ao limite da terra, esta encontra-se com a água, formando a mais infame de todas as fronteiras. Não porque divida mas porque faz sonhar. E faz sonhar sobre o outro lado. Assim a guerra futura será civil, sobre o princípio da civilidade, e.g. a proibição da morte aleatória. E será naval porque se fará sobre a água, à tona, nos sonhos.
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